Common Sense

September 19, 2006

and now for something completely different…

Filed under: learning log — josien @ 10:54 pm

a contribution I wrote for our local newspaper. It appeared last week.

 

 

Contribuição para jornal mensal de Mora, Coruche, Salvaterra e Benavente

“Mais Região”

Josien Kapma, Salgueirinha, Coruche

 

Numa série de reportagens sobre imigrantes: Imigrantes dos Países Baixos

A língua materna e a língua da mãe

“O peixinho viu os patinhos a nadar… mas os patinhos não conseguiram ver o peixinho, que esteve debaixo de água… “

Uma menina de 4 anos está sentada no sofá. Tem um livro no colo e inventa uma história para si própria com base nas imagens que estão no livro.

Aos meus ouvidos, a sua história soa a estranho. Ela é a minha filha. Fala em Português, que para mim é uma língua estrangeira. Bem, na verdade, aprendi a falar o Português, e compreendo tudo o que ela fala, mas sou Holandesa e nunca o Português vai tomar o lugar do Holandês, a minha língua materna. Também a minha filha, tal como os seus irmãos, fala bem o Holandês mas desde que vai para a escolinha, quando brinca, prefere usar o Português. Só para falar com os pais é que troca para o Holandês.

E assim cresce a minha filha…com uma língua materna que não é a língua da mãe.

Há mais diferenças entre nós. No futebol ela torceu a favor de Portugal. Quanto a mim, só o fazia quando não afectava os interesses da equipa holandesa. Estamos cá desde há três anos, o que para mim é pouco tempo, mas para ela é praticamente a vida inteira. O resultado? Vê a Holanda - a sua casa - como um país estranho, para onde viaja em tempo de férias. Eu, apesar de tudo, às vezes continuo a ver Portugal assim. Ela na Holanda é reconhecida como portuguesa, aqui não se esquecem da sua origem holandesa… Vive, desta forma, todos os dias entre duas culturas e acarreta com as consequências – as boas e as más - da decisão dos pais…tal como todos os filhos de imigrantes.

Os nossos filhos ainda são pequenos mas vejo, à semelhança das outras famílias de imigrantes, que a língua dos companheiros da escola é a que domina. Depois de aprenderem a falar Holandês, a maioria deles troca a língua que começou por lhes ser ensinada quando entram no jardim-escola aos 3 ou 4 anos de idade. Dentro dum período de meses, melhoram o pouco Português que já sabiam falar através de pessoas que apareciam lá por casa. Após algum tempo, já falam também o português entre irmãos. Assim acontece que, numa festa de famílias holandeses que vivem em Portugal, os adultos todos falam holandês, e os filhos, como já adoptaram o português, é nesse código que comunicam.

Entre todos os grupos de imigrantes no vale do Sorraia, os Holandeses devem ser os que mais filhos têm. No caso dos imigrantes de Leste, na maioria das vezes, os filhos ficam na pátria e os pais vêem trabalhar para outra parte do mundo. Mas como a Holanda é um país membro da União Europeia, não existem restrições de visas ou autorizações de residência, então os pais podem trazer os filhos. Normalmente também não existem restrições económicas.

Claro que, à semelhança dos alemães, ingleses, franceses e outros, entre os Holandeses também existem os “pensionistas”; pessoas de idade que, depois da sua vida produtiva, vêem para Portugal. E vêem para aqui com o intuito de desfrutar a vida num clima agradável, com espaço e tranquilidade. Uma das vantagens do país é o baixo custo das casas, comparativamente à Holanda. Claro que os filhos que talvez tenham, já são independentes e continuam a viver na Holanda. Resolvem fazer visitas no Verão para matar a saudades dos pais e avós.

Mas existe também um grupo de imigrantes da Holanda que vêem aqui para fazer e aumentar a sua vida produtiva.

Estão na região pelo menos umas 10 e, no Alentejo, à volta de 50 famílias holandesas que estão em Portugal para gerir uma empresa de agricultura. A produção de leite de vacas é a actividade favorita. Porquê? Na Holanda, os custos de uma vacaria, acrescidos dos da terra e das quotas leiteiras, aumentaram tanto que, para um individual, mesmo que seja filho de produtores de leite, é muito difícil, economicamente, começar com a produção de leite. Mas ser produtor de leite não é simplesmente uma profissão que se possa trocar por outra, é um traço do carácter: está no sangue. Por isso, muitos jovens produtores de leite da Holanda procuram outros destinos para fazer aquilo que mais gostam: trabalhar com as vacas preto-e-brancas para a produção de leite.

Entre as famílias que chegaram primeiro, há mais que quinze anos, está a família de Adriano Hobert. Começaram, recém casados, na Branca com 17 vacas. Hoje em dia, como resultado de muito trabalho, possuem uma vacaria ultra-moderna no Couço com quase 300 vacas. E têm também três filhos!

Estão também as duas famílias “Hulshof” do Rebocho, que todos conhecem como “os das cabras” por serem donos da tão conhecida “Cabra d´Ouro”. São dois irmãos com as famílias. Um casal toma conta da criação das cabras e produção de leite e o outro, do leite cru, faz e comercializa vários tipos de queijo, nomeadamente o famoso queijo fresco.

A nossa família chegou há menos tempo mas os imigrantes holandeses com mais experiência estão-nos a dar o exemplo: o que é preciso para ter sucesso em Portugal é um espírito empreendedor, persistência para nadar nas papeladas da burocracia e a convicção de que sim, vai-se conseguir. Paixão e conhecimento, aliados a um espírito jovem, capaz de todo o tipo de sacrifícios, são mais importante do que “carradas” de dinheiro.

Uma coisa todos temos em comum: um grande entusiasmo por Portugal. Viemos para cá por opção, porque é um país bonito e agradável, com grande potencial. Portugal dá-nos muito e a sua população também. Da nossa parte, fazemos o que podemos. Deixamos que os nossos filhos cresçam aqui e investimos tudo o que temos (e mais) em termos de dedicação, energia e dinheiro, com o objectivo de participar no crescimento de Portugal através das nossas empresas agro-pecuárias.

Os estudantes de Coruche quase todos conhecem um ou alguns dos filhos dos Holandeses. Ou filhas, porque, por acaso, a maioria são raparigas loiras, altas e que percebem bem o holandês, a língua dos pais. Contudo, entre si, preferem falar na língua materna: o português. Viva Portugal!

 

 


September 15, 2006

Technology for dummies

Filed under: web2.0 — josien @ 10:18 pm

I was looking for a simple solution to put up a website in an earlier post. I have found a very simple and cheap solution. Although I am not fully satisfied with the way it looks, it works fine and is an easy temporary solution. When I decide to switch, I will not have to change domain or email address. This is what I did: I registered adomain (for 11 EUR a year), and with the registration I received a free ‘parking service’. In the ‘parking’management page I gave instructuions to forward any traffic to a free WordPress blog, while linking the email to a gmail. In the blog I used ‘pages’ instead of posts, so the navigation is almost like a normal site.

No hosting, no uploading. And full management for non-techies. A lot cheaper than letting a web developer install a CMS site!

This could be a good system for ad-hoc groups that want to maintain a web presence, or for temporary or test sites. A site can be seen and tested on-line, edited and adjusted until everyone is happy about it, and then it can be ‘transcribed’ into a more professional looking design.

Up till now I am facilitating communication to and within the networks I guide in more or less the same way. I am provisionally mashing WordPress blogs with google groups, like here. But I find it hard to get everything right: e.g. I did not yet maange to crosslink feeds or to include an ‘email subsription’ window in the sidebar. Also, now that I am moving to paid projects I would like a more upmarket feel of the space.

The problem is I know too little about technology to even articulate my needs. Basically, my idea is to establish a hub/portal of communities and networks and teams; some may be large, others small, some temporary, others will live longer. Some will need a lot of technical options like multiple authors, CMS’s, blogs, profiling pages, wikis, databases, forums, newsletters, tagging, maybe even e-commerce and multiple audiences, others should be simple, simpler even than a yahoo group. It should grow with me, my tech-abilities and my work, and of course with the communities. There should be a main homepage, and a newspage for each community. Each community should be able to act independent of the others; preferably with a neat url of its own homepage. On the other hand, one person can be member of multiple communities and in that case should be able to have single log-in. Some communities need to be promoted to potential members: it would be nice to be able to integrate websites that are professionally made.

I am not a geek.. but still want full management not only over content but also architecture. I am willing to learn but cannot invest huge amounts of time at this moment. I think I would like the ease of distant hosting (it somehow seems not very enterprise 2.0 not to, or..?)

I am curious to hear more about this experience with Drupal / Bryght. And I like the way aroundme looks but cannot really make sense of it.

September 14, 2006

I took the road…

Filed under: learning log — josien @ 10:35 pm

A lot is happening. I started to be more serious about working for myself. I am thinking really hard how to mould ideas that I have for learning, for development, for community building, into marketable (or sponsorable) business plans. Very tiresome, as it is not easy to combine. Most people value the type of knowledge networks I am thinking about- until they are asked to pay. During this whole exercise I discovered I have a fatigue with donordriven projects- much deeper than I knew of. I wonder why, as my experiences with donor financed projects are mainly positive.

After my first steps into this process of working for myself (note how I dread calling it my company or my business) I unexpectedly got a job offer. It was for a job and an employer I would have really liked to have, as little as six months ago. Timing couldn’t have been worse: I did not have any paid work at that moment. It was very disturbing to have to seriously reconsider which-way-to-go: I had just taken my first steps on the ‘independent’ road, and although totally ignorant of where the road will lead me, I really enjoyed the mere act of walking straight, towards a goal on the horizon, instead of walking in circles. I had been dawdling for sooo long at those crossroads between work in a job or work for myself as I wanted to go the road of a job but did not find any.

Many of my friends said I should accept. I was terrified to turn it down. But I did. This means that working-for-myself is now no longer a pastime but a deliberate choice, an alternative to a serious career-oriented job.

Fortunately by now, I have a few first assignments… and working hard on leads and ideas. I started to collaborate more seriously with a business association, which provides some of the team spirit I desperately need.

During my first steps, I have a very akward dual experience: I  realize how much I’ve learned and how little of that is needed to be of (some) use to other people and simultaneously I realize how very little I know and how much there is to learn.

It is so easy to be paralized by the staggering amount of knowledge there is to be mastered. I often plan to write a blogpost, before I start I take a quick read of my bloglines. And then one of two things happen, or both: I just cannot stop reading as one link leads to the next and after a long time I pull myself away, thirsty and in a dark house, or I feel totally overwhelmed and humble and discouraged to write anything.

Yet when reaching out to people around you in businesses and organizations, in small and medium enterprises and multinationals alike, many of them have never really thought about issues I am grappling with. Their ears are flapping before I even started to explain what it is I am so interested in. I am still unsure of my route into this unknown landscape…

flapping ears

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